Marcas de óleo de motor: de quem é cada uma e o que a ANP achou

Publicado
Marcas de óleo de motor: de quem é cada uma e o que a ANP achou

Quais são as principais marcas de óleo de motor no Brasil?

Marcas de óleo de motor mais vendidas no Brasil incluem Lubrax, Ipiranga, Shell, Mobil, Petronas, Castrol, Quartz, Elaion, Motul e Valvoline. Cada uma possui registro ativo na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A escolha correta não depende apenas do nome da marca, mas sim do que o fabricante do veículo recomenda no Manual do Proprietário.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) exige que todo óleo de motor comercializado no país atenda a padrões mínimos de desempenho. O mais importante é verificar se o produto atende ao grau de viscosidade SAE e ao nível de desempenho API ou ACEA exigido pelo carro.

Qual a melhor marca de óleo para o meu carro?

A melhor marca de óleo para o seu carro é aquela indicada no Manual do Proprietário do veículo, respeitando o grau de viscosidade SAE e o nível de desempenho API ou ACEA. A ANP afirma que não importa se o óleo é mineral, sintético ou semissintético, desde que atenda exatamente ao que o fabricante do veículo solicita.

Por isso, antes de escolher qualquer produto, consulte o manual. Usar óleo fora da especificação pode comprometer o motor, acionar a luz do óleo no painel e reduzir a vida útil do veículo.

Depois de trocar o óleo, é fundamental saber como checar o nível de óleo na vareta corretamente para garantir a proteção do motor.

Que empresa está por trás do óleo Lubrax, Ipiranga, Shell e Mobil?

De acordo com os dados da ANP atualizados em 2026, as empresas detentoras dos registros são: Lubrax pertence à Vibra Energia S.A.; Ipiranga e Texaco Havoline à Iconic Lubrificantes S.A.; Shell à Raízen S.A.; e Mobil à Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A.

Outras marcas importantes também possuem registro claro: Petronas e Selenia são da Petronas Lubrificantes Brasil S.A.; Castrol (GTX e Magnatec) da Castrol Brasil Ltda.; Quartz da TotalEnergies Marketing Services Brasil Lubrificantes Ltda.; Elaion da YPF Brasil Comércio de Derivados de Petróleo Ltda.; Motul Brasil Lubrificantes Ltda.; e Valvoline da Usiquímica do Brasil Ltda.

A ANP testa os óleos vendidos no Brasil?

Sim, a ANP realiza testes constantes por meio do Programa de Monitoramento dos Lubrificantes (PML). Laboratórios contratados coletam amostras em todo o país e o Laboratório Nacional da ANP (CPT) analisa se os produtos estão dentro das especificações registradas.

Entre 2024 e o primeiro boletim de 2026 foram analisadas 2.454 amostras. Dessas, 2.059 foram consideradas conformes, o que representa 83,9% do total. As não conformes envolvem principalmente produtos sem registro, aditivação fora de especificação e viscosidade fora do padrão.

A ANP também publica periodicamente a lista de óleos sem registro identificados no mercado, que não podem ser distribuídos nem vendidos.

Como saber se o óleo tem registro na ANP?

Todo lubrificante abrangido pela Resolução ANP nº 804/2019 deve trazer no rótulo, de forma clara e em português, o número de registro do produto. Além disso, o rótulo precisa informar se o óleo é sintético, mineral ou semissintético.

Qualquer cidadão pode consultar os registros ativos diretamente na página Registro de Óleos e Graxas Lubrificantes da ANP. Cada marca comercial fica vinculada a um único número de registro, que pode atender vários graus de viscosidade SAE.

Verificar o registro no rótulo é a forma mais prática de garantir que o produto foi avaliado pela ANP antes de chegar às prateleiras.

Item Detalhe Observação
Número de registro Obrigatório no rótulo Deve estar visível e em português
Natureza do produto Mineral, semissintético ou sintético Informação obrigatória pela Resolução ANP nº 804/2019
Nível mínimo permitido API SL, API CH-4 ou ACEA vigente Óleos inferiores não devem ser usados

Óleo API SJ ainda pode ser usado?

Não. De acordo com a Resolução ANP nº 804/2019, óleos com níveis de desempenho inferiores como API SJ, API CF, API CF-4 e API CG-4 não devem ser consumidos. Além disso, óleos API SJ e API CG-4 não podem mais ser fabricados no Brasil.

Os níveis mínimos exigidos para registro, comercialização, produção ou importação são API SL, API CH-4 ou ACEA vigente. Para motocicletas, exige-se JASO T903 vigente combinado com os mínimos dos óleos veiculares.

Usar produto fora da especificação pode prejudicar o motor. Por isso, sempre confirme no manual do veículo qual é o nível mínimo aceito e verifique se o rótulo atende a essa exigência.

Por que conferir o registro ANP é tão importante?

O registro permite que a ANP acompanhe as especificações técnicas de cada lubrificante e compare os resultados de laboratório com o que foi declarado pelo fabricante. Sem registro, não há garantia de que o óleo cumpre os requisitos mínimos de proteção ao motor.

Além de reduzir atrito e desgaste, o lubrificante também retira calor, protege contra corrosão, limpa o motor e ajuda na vedação. Quando o produto não atende aos padrões, todas essas funções podem ser comprometidas.

Manter o óleo em dia é parte essencial da manutenção. Entender quando fazer a troca de óleo, escolher o produto correto e instalar um filtro de óleo de qualidade ajuda a evitar acendimento da luz do óleo no painel.

Para saber exatamente as especificações recomendadas para o seu veículo, faça agora mesmo uma consulta pela placa no consultadeplaca.net. O sistema informa marca, modelo, ano, combustível e situação do veículo, dados importantes na hora de escolher o óleo correto.

Assim como acontece com as marcas de pneu, o mais seguro é sempre priorizar o que o fabricante do veículo recomenda e confirmar se o produto tem registro ativo na ANP.

Como funciona o Programa de Monitoramento dos Lubrificantes da ANP?

O Programa de Monitoramento dos Lubrificantes (PML) acompanha a qualidade dos óleos vendidos no Brasil. Laboratórios contratados pela ANP coletam amostras aleatórias nos pontos de venda e o Laboratório de Combustíveis e Produtos da ANP (CPT) realiza os ensaios.

Os resultados são comparados com as especificações declaradas no registro de cada produto. Os dados são divulgados semestralmente em formato aberto. Isso permite que o órgão fiscalize se os lubrificantes comercializados atendem aos requisitos mínimos de desempenho e segurança.

De 2024 até o primeiro boletim de 2026, foram analisadas 2.454 amostras. Deste total, 2.059 estavam conformes, o que representa 83,9% do conjunto avaliado.

Quais foram os principais problemas encontrados no PML entre 2024 e 2026?

Entre as 395 amostras não conformes, 144 eram produtos sem registro na ANP. Outras 139 apresentavam aditivação fora da especificação, sozinhas ou combinadas com outros problemas.

Além disso, 59 amostras tiveram viscosidade dinâmica a baixa temperatura (CCS) fora do limite permitido. Esses números representam os totais gerais e não são vinculados a marcas ou empresas específicas.

A ANP publica regularmente a lista de óleos sem registro identificados no mercado. Esses produtos não devem ser distribuídos nem comercializados no território nacional.

Como conferir o registro ANP no rótulo do óleo de motor?

Todo lubrificante abrangido pela Resolução ANP nº 804/2019 deve trazer no rótulo o número de registro do produto de forma clara. O rótulo também precisa informar a natureza do produto (mineral, semissintético ou sintético) e todas as informações em português.

Cada marca comercial fica vinculada a um único número de registro, que pode atender vários graus de viscosidade SAE. Qualquer pessoa pode consultar os registros ativos na página de Registro de Óleos e Graxas Lubrificantes da ANP.

Verificar o registro no rótulo é a forma mais prática de garantir que o produto atende aos requisitos mínimos exigidos pela agência reguladora.

O que o rótulo do óleo deve informar segundo a ANP?

O rótulo precisa conter o número de registro ANP, a natureza do lubrificante e as especificações de desempenho. Essas exigências estão previstas na Resolução ANP nº 804/2019 e valem para todos os produtos comercializados no Brasil.

A agência orienta que o melhor óleo para o veículo é sempre aquele indicado no Manual do Proprietário, respeitando o grau de viscosidade SAE e o nível de desempenho API ou ACEA exigido pelo fabricante.

Não importa se o óleo é mineral, sintético ou semissintético, desde que atenda exatamente ao que o fabricante do veículo recomenda.

Como escolher o óleo certo sem cair em propaganda?

A escolha deve ser baseada no Manual do Proprietário do veículo. A ANP é clara: o melhor óleo é aquele que atende ao grau de viscosidade SAE e ao nível de desempenho API ou ACEA exigido pelo fabricante do carro.

Consulte sempre o rótulo para confirmar o registro ANP ativo e o nível de desempenho. Evite produtos sem registro ou com especificações abaixo do mínimo exigido pela Resolução ANP nº 804/2019.

Manter o óleo em dia também envolve verificar o nível regularmente com a vareta e ficar atento à luz do óleo no painel.

Por que conferir o registro ANP antes de comprar óleo?

Conferir o registro ANP garante que o produto foi avaliado quanto às suas características de qualidade e desempenho. A ANP usa o registro para obter as especificações técnicas e comparar com os ensaios realizados em laboratório.

Produtos sem registro não passaram por esse processo de avaliação e não podem ser comercializados. A consulta pública dos registros ativos está disponível na página oficial da ANP.

Essa verificação simples protege o motor do veículo e evita o uso de lubrificantes que não atendem aos requisitos mínimos de qualidade.

Dica: Sempre priorize o que está escrito no Manual do Proprietário e confirme o registro ANP no rótulo. Combine com a troca nos intervalos recomendados e a verificação do nível do óleo na vareta.

O que fazer depois de escolher o óleo de motor correto?

Após escolher o óleo adequado, realize a troca conforme as orientações do fabricante. Durante o procedimento, aproveite para substituir o filtro de óleo, que tem função essencial na limpeza do lubrificante.

Monitore regularmente o nível do óleo usando o método correto na vareta. Qualquer anomalia, como acendimento da luz de pressão no painel, deve ser investigada imediatamente.

Para quem quer entender melhor o momento ideal da manutenção, a página quando trocar o óleo traz orientações complementares sobre o assunto.

Consultar a placa do veículo em consultadeplaca.net permite conhecer ano de fabricação, modelo e outras informações úteis antes de realizar qualquer manutenção.

Fontes oficiais

Consulte os portais oficiais federais para regras e valores atualizados. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do órgão de trânsito.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais marcas de óleo de motor no Brasil?

As principais marcas de óleo de motor comercializadas no Brasil incluem Lubrax, Ipiranga, Shell, Mobil, Petronas, Castrol, Quartz, Elaion, Motul e Valvoline. Cada marca possui registro ativo na ANP e aparece com frequência no Programa de Monitoramento dos Lubrificantes. O mais importante é escolher o óleo conforme o Manual do Proprietário do veículo.

Qual a melhor marca de óleo para o meu carro?

De acordo com a ANP, a melhor marca de óleo é aquela indicada no Manual do Proprietário do veículo, respeitando o grau de viscosidade SAE e o nível mínimo de desempenho API ou ACEA. Não importa se é mineral, sintético ou semissintético, desde que atenda à especificação exigida. Consulte sempre o manual.

Que empresa está por trás do óleo Lubrax, Ipiranga, Shell e Mobil?

Segundo dados da ANP (PML 2024–2026): Lubrax pertence à Vibra Energia S.A.; Ipiranga e Texaco Havoline à Iconic Lubrificantes S.A.; Shell à Raízen S.A.; e Mobil à Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A. Cada marca tem sua empresa detentora do registro na ANP.

A ANP testa os óleos vendidos no Brasil?

Sim. A ANP realiza o Programa de Monitoramento dos Lubrificantes (PML). Laboratórios contratados coletam amostras no mercado e o Laboratório da ANP (CPT) analisa se os produtos estão conforme as especificações registradas. Os resultados são divulgados semestralmente.

Como saber se o óleo tem registro na ANP?

Todo óleo lubrificante deve trazer no rótulo, em português, o número de registro na ANP, conforme a Resolução nº 804/2019. Você pode consultar se o registro está ativo na página de Registro de Óleos e Graxas Lubrificantes no site da ANP. Cada marca comercial possui um único número de registro.

Óleo API SJ ainda pode ser usado?

Não é recomendado. A Resolução ANP nº 804/2019 estabelece como nível mínimo para comercialização API SL, API CH-4 ou ACEA vigente. Óleos API SJ e API CG-4 não podem mais ser fabricados e produtos de nível inferior não devem ser consumidos, pois não atendem aos requisitos mínimos de desempenho.

O que o rótulo do óleo de motor deve informar?

O rótulo deve informar obrigatoriamente: natureza do produto (mineral, semissintético ou sintético), todas as informações em português e o número de registro na ANP de forma clara. Essas exigências estão na Resolução ANP nº 804/2019. Sempre confira esses dados antes de comprar.

Como saber se o óleo de motor está dentro do padrão de qualidade?

Além de verificar o registro ativo na ANP, é importante conferir se o nível de desempenho (API ou ACEA) atende ao exigido no Manual do Proprietário. A ANP monitora a qualidade por meio do PML. Para mais informações sobre troca, leia nosso artigo: Quando trocar o óleo do motor.

Sobre o Autor

Carlos Abreu

Especialista em consulta de veículos e documentação automotiva com mais de 10 anos de experiência no setor. Formado em Engenharia Mecânica pela USP, Carlos possui certificação em Perícia Veicular e é membro ativo da Associação Brasileira de Peritos em Veículos Automotores (ABPEVA).

Especialista em:
Consulta de Veículos IPVA Documentação Automotiva Análise de Histórico Veicular
10+ anos de experiência

Artigos Relacionados