Placa R-22: uso obrigatório de corrente — onde vale e qual a multa

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Placa R-22: uso obrigatório de corrente — onde vale e qual a multa

O que significa a placa R-22 uso obrigatório de corrente?

A placa R-22 indica que, a partir do ponto sinalizado, é obrigatório o uso de correntes atreladas ao par de rodas motrizes do veículo. Esse sinal faz parte do subgrupo “Modos de operação” do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito (MBST) Vol. I – Sinalização Vertical de Regulamentação, edição 2022, do Contran.

Placa r22 é o sinal circular de fundo branco, orla vermelha e símbolo preto que regulamenta o uso obrigatório de corrente. Ela pertence ao mesmo grupo das placas R-20 (proibido buzinar) e R-21 (alfândega).

O descumprimento da placa R-22 configura infração ao artigo 230, inciso IX, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O órgão responsável pela sinalização deve colocá-la o mais próximo possível do local onde a obrigação começa, podendo ser à direita, à esquerda ou em ambos os lados da via.

Em que tipo de via aparece a placa R-22?

A placa R-22 aparece em vias não pavimentadas onde existe dificuldade de passagem, como atoleiro ou terreno encharcado, e também em regiões com ocorrência de neve. Segundo o MBST Vol. I de 2022, o sinal tem como objetivo melhorar a tração do veículo em condições adversas de piso.

O Contran diferencia estrada (via rural não pavimentada) de rodovia (via rural pavimentada). A placa R-22 é mais comum em trechos de estrada com essas características específicas de dificuldade de tração. O manual recomenda o uso de mensagem complementar com os dizeres “Uso obrigatório de corrente”.

A corrente vai em todas as rodas ou só em algumas?

A corrente vai apenas no par de rodas motrizes do veículo. O MBST Vol. I – Sinalização Vertical de Regulamentação (Contran), edição 2022, é claro ao afirmar que a obrigação se refere especificamente ao par de rodas motrizes, e não necessariamente às quatro rodas.

Essa especificação técnica evita que o condutor seja obrigado a equipar todo o veículo quando a tração motriz é suficiente para superar o obstáculo. A corrente deve estar atrelada corretamente e em condições de uso, caso contrário também configura irregularidade.

Até onde vale a obrigação da placa R-22?

A obrigação da placa R-22 vai do ponto onde ela está instalada até a placa complementar de “Término”. O manual determina que sempre deve haver uma placa informando o fim da obrigatoriedade, para que o condutor saiba exatamente até onde precisa manter as correntes instaladas nas rodas motrizes.

Por isso, é fundamental observar tanto a placa inicial quanto a de término. Dirigir com as correntes além do necessário ou retirá-las antes do término da obrigatoriedade pode gerar confusão, embora a infração principal seja circular sem o equipamento obrigatório no trecho regulamentado.

Qual a multa por desrespeitar a placa R-22?

Desrespeitar a placa R-22 é infração grave prevista no art. 230, IX, do CTB (conduzir o veículo sem equipamento obrigatório ou com ele ineficiente ou inoperante). A penalidade é multa no valor previsto para infrações graves, 5 pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização.

De acordo com o art. 258, II, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração grave gera multa de R$ 195,23. O art. 259, II, atribui 5 pontos ao condutor. O veículo fica retido até que as correntes sejam instaladas ou o condutor saia da área de obrigatoriedade de forma segura.

Item Detalhe Observação
Placa R-22 Uso obrigatório de corrente Subgrupo Modos de Operação (junto com R-20 e R-21)
Obrigatoriedade Par de rodas motrizes Desde o ponto sinalizado até a placa de Término
Infrações Art. 230, IX do CTB Infração grave – 5 pontos
Multa R$ 195,23 Retenção do veículo para regularização

É importante destacar que o art. 90 do CTB estabelece que não serão aplicadas sanções quando a sinalização for insuficiente ou incorreta. Por isso, a placa R-22 deve estar visível, corretamente posicionada e acompanhada da placa de término para que a autuação seja válida.

Qual a relação entre a placa R-22 e o artigo 230 do CTB?

A placa R-22 tem enquadramento direto no artigo 230, inciso IX, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Esse artigo considera infração grave conduzir o veículo sem o equipamento obrigatório ou com ele ineficiente ou inoperante. As correntes, quando exigidas por sinalização, passam a ter caráter obrigatório.

Entender esse dispositivo é fundamental. Você pode ler a explicação completa no artigo conduzir veículo irregular artigo 230 CTB, que detalha todas as hipóteses do artigo sem focar apenas na placa.

Outras placas do mesmo subgrupo de “Modos de operação”, como a placa proibido buzinar R-20 e a placa alfândega R-21, também geram enquadramentos específicos quando desrespeitadas. Já a placa A-28 (pista escorregadia) tem caráter apenas de advertência, diferente da obrigatoriedade da R-22.

Como consultar a situação do veículo antes de viajar com placa R-22?

Antes de pegar a estrada, especialmente em trechos com sinalização de uso obrigatório de corrente, é recomendável verificar se o veículo não possui nenhuma restrição que possa complicar a viagem. A consulta rápida evita surpresas.

  1. Acesse o site consultadeplaca.net
  2. Digite a placa do veículo no campo de busca
  3. Confira marca, modelo, ano de fabricação, cor, combustível, município e UF de emplacamento
  4. Verifique a situação do veículo e os campos de restrição (alienação fiduciária, arrendamento, reserva de domínio, penhor, restrição judicial ou sem restrição)
  5. Certifique-se de que o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo eletrônico (CRLV-e) está regular

Essa consulta por placa no consultadeplaca.net não revela o nome do proprietário, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas traz todas as informações técnicas e de restrições necessárias para viajar com segurança.

A sinalização vertical de regulamentação tem força de lei. Respeitar a placa R-22 não é apenas questão de multa, mas de segurança do condutor e de todos que trafegam pelo mesmo trecho em condições difíceis de tração. Manter as correntes em bom estado e saber exatamente onde usá-las é parte da responsabilidade de todo motorista consciente.

Quando o uso de corrente se torna obrigatório no veículo?

O uso de corrente se torna obrigatório em vias não pavimentadas com dificuldade de passagem, como atoleiro ou terreno encharcado, e também em regiões com ocorrência de neve. A determinação consta no MBST Vol. I – Sinalização Vertical de Regulamentação (Contran), 2022.

A placa deve vir acompanhada da mensagem complementar “Uso obrigatório de corrente” e, ao final do trecho, é obrigatória a placa complementar “Término”. Essa combinação informa claramente ao condutor onde começa e onde termina a exigência.

Por se tratar de equipamento obrigatório, a ausência ou o uso incorreto das correntes enquadra o condutor diretamente no artigo 230, IX, do CTB. A sinalização visa garantir a segurança e a capacidade de tração do veículo em condições adversas.

Como funciona a obrigação da corrente atrelada às rodas motrizes?

A obrigação da corrente atrelada às rodas motrizes se restringe ao par de rodas que propulsionam o veículo. O MBST Vol. I de 2022 é claro ao afirmar que a exigência não se estende necessariamente a todas as rodas do automóvel.

Essa especificação técnica evita que o condutor seja obrigado a equipar um veículo 4x4 com quatro correntes quando apenas o eixo motriz precisa da aderência extra. A norma prioriza a eficiência e a praticidade da medida.

Após o trecho sinalizado, a placa complementar “Término” indica o fim da obrigatoriedade. Dirigir sem as correntes no local indicado caracteriza conduzir veículo irregular conforme o artigo 230, IX, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Qual a diferença entre a placa uso obrigatório de corrente e outras placas de modos de operação?

A placa uso obrigatório de corrente integra o mesmo subgrupo de Modos de Operação que a placa proibido buzinar R-20 e a placa alfândega R-21. Cada uma regulamenta uma forma específica de operar o veículo.

Enquanto a R-22 exige equipamento adicional para tração, a R-20 proíbe o uso sonoro e a R-21 indica local de alfândega. Todas seguem o padrão circular de regulamentação previsto nos itens 3.2 e 3.6 do MBST Vol. I (Contran), 2022.

O desrespeito a qualquer uma dessas placas resulta em infração ao capítulo XV do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A conduzir veículo irregular artigo 230 CTB explica detalhadamente as consequências legais dessa categoria de infrações.

Quais as consequências de ignorar a placa de uso obrigatório de corrente?

Ignorar a placa de uso obrigatório de corrente gera infração grave prevista no artigo 230, inciso IX, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade aplicada é multa no valor previsto para infrações graves, acréscimo de 5 pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização.

O artigo 258, II, do CTB classifica essa infração como grave. Já o artigo 259, II, determina a pontuação de cinco pontos na habilitação do condutor identificado.

A retenção do veículo só é liberada após a instalação correta das correntes no par de rodas motrizes. O órgão de trânsito responsável pela via responde pela colocação adequada da sinalização conforme o artigo 90 do CTB.

Por que a placa vem sempre acompanhada da informação Término?

A placa vem sempre acompanhada da informação Término porque a obrigatoriedade das correntes não pode ser perpétua. O MBST Vol. I (Contran), 2022, determina que a sinalização complementar “Término” deve ser instalada no ponto exato onde acaba a exigência.

Essa dupla sinalização evita dúvidas e contestações por parte dos condutores. Sem a placa de término, o motorista não teria como saber onde a regra deixa de valer.

A combinação entre a placa principal e a complementar reforça o caráter imperativo e claro que os sinais de regulamentação devem ter. Dirigir além do ponto de término sem as correntes não configura mais a infração do artigo 230, IX.

O que fazer antes de viajar por trechos com placa de corrente?

Antes de viajar por trechos com placa de corrente, verifique se o veículo possui o equipamento obrigatório em boas condições de uso. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) considera infração grave trafegar sem equipamento obrigatório ou com ele ineficiente.

Consulte a situação completa do veículo para evitar surpresas durante a viagem. A consulta revela marca, modelo, ano, cor, combustível, município de emplacamento, espécie, chassi, situação e eventuais restrições como alienação fiduciária, arrendamento, reserva de domínio, penhor de veículo ou restrição judicial.

Consulte a placa no consultadeplaca.net e verifique se não existem pendências que possam complicar a regularização caso o veículo seja retido. Essa verificação simples evita transtornos em locais de difícil acesso.

Dica: Sempre carregue as correntes antes de entrar em trechos sinalizados com uso obrigatório de corrente. A falta do equipamento resulta em multa, pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização.

Fontes oficiais

Consulte os portais oficiais federais para regras e valores atualizados. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do órgão de trânsito.

Perguntas Frequentes

O que significa a placa R-22 uso obrigatório de corrente?

A placa R-22 indica obrigatoriedade de uso de correntes atreladas ao par de rodas motrizes do veículo a partir do local sinalizado. Faz parte do subgrupo 'Modos de Operação' junto com a R-20 (proibido buzinar) e a R-21 (alfândega). A obrigação termina na placa complementar 'Término'. (MBST Vol. I – Contran, 2022)

Em que tipo de via aparece a placa R-22?

A placa R-22 é utilizada em vias não pavimentadas com risco de atoleiro ou terreno encharcado, e também em regiões com ocorrência de neve. Ela indica que o veículo só pode prosseguir com correntes nas rodas motrizes. É uma sinalização de regulamentação do tipo circular com orla vermelha.

A corrente vai em todas as rodas ou só em algumas?

De acordo com o MBST 2022, a obrigação da placa R-22 refere-se apenas ao par de rodas motrizes do veículo. Não é obrigatório instalar corrente nas rodas dianteiras e traseiras simultaneamente, apenas nas que propulsionam o veículo.

Até onde vale a obrigação da placa R-22?

A obrigatoriedade da placa R-22 começa no ponto onde ela está instalada e termina na placa complementar de 'Término'. A sinalização deve ser colocada o mais próximo possível do local de aplicação, à direita, à esquerda ou em ambos os lados da via.

Qual a multa por desrespeitar a placa R-22?

Desobedecer a placa R-22 enquadra-se no art. 230, IX do CTB (conduzir veículo sem equipamento obrigatório ou com ele ineficiente). Trata-se de infração grave, sujeita a multa, 5 pontos na CNH e retenção do veículo até regularização.

A placa R-22 é de proibição ou de obrigação?

A placa R-22 é de regulamentação obrigatória. Ela determina o uso obrigatório de correntes nas rodas motrizes em trechos específicos. Diferente das placas R-20 (proibido buzinar) e R-21 (alfândega), ela impõe uma ação, não uma proibição.

O que acontece se eu passar pela placa R-22 sem corrente?

Você comete infração ao art. 230, IX do CTB. O veículo pode ser retido até a colocação das correntes nas rodas motrizes. A sinalização é imperativa e seu descumprimento configura conduzir o veículo sem equipamento obrigatório.

Qual a diferença entre a placa R-22 e a placa A-28 de pista escorregadia?

A placa R-22 (uso obrigatório de corrente) é de regulamentação e impõe o uso obrigatório de correntes nas rodas motrizes. Já a placa A-28 é de advertência, apenas alerta para pista escorregadia, sem obrigatoriedade legal. Saiba mais sobre placa A-28.

Sobre o Autor

Carlos Abreu

Especialista em consulta de veículos e documentação automotiva com mais de 10 anos de experiência no setor. Formado em Engenharia Mecânica pela USP, Carlos possui certificação em Perícia Veicular e é membro ativo da Associação Brasileira de Peritos em Veículos Automotores (ABPEVA).

Especialista em:
Consulta de Veículos IPVA Documentação Automotiva Análise de Histórico Veicular
10+ anos de experiência

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